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Ser negro ou branco...eis a questão!

Por Amanda Goullart


O Brasil é um país de miscigenados. Vamos recordar um pouco para basear essa afirmação. No ano de 1500, os portugueses desembarcaram com toda sua tropa de banidos aqui, na Terra de Santa Cruz. Ao chegar um primeiro olhar de encanto: as belas e nuas (muito nuas) índias tupiniquins desfilavam glamourosas por entre as palmeiras e praias desertas. Fato: Atração. Um fato óbvio: Sexo e mistura de raças. Escambo e sexo, troca.

Após algum tempo as índias se empolgaram tanto com a história da mistura que não se rendiam mais ao trabalho escravo forçando aos nossos colonizadores recorrer uma nova fonte de força: a negra.

Da África eles vinham aos montes. Nos navios negreiros morriam de fome e cansaço da viagem que durava meses. Ao chegar aqui já esgotados pelo sofrimento, eram submetidos a trabalhar nas lavouras de café e posteriormente nas “minas” de ouro e cana-de-açucar. Novamente a magia dos tambores e a pele das africanas seduziam quem quer que fosse, índio ou banido. Novamente uma mistura. Assim, nascia o Brasil, fruto da mistura de três raças distintas (sem contar as que não estão descritas nos livros de história).

Hoje, no entanto uma discussão é levantada a cada três tempos: o sistema de separação de cotas raciais é válido? É justo? É vigente?

O sistema de cotas foi criado no Brasil para “proteger” uma parcela da população que sofre com o preconceito e por isso supõe-se que essa parcela tem mais dificuldades em conseguir um emprego ou até mesmo uma vaga na universidade. É discutido até mesmo a questão de uma dívida cultural que o país tem com os negros e índios, mas principalmente com os negros. (Ainda não sabemos o porque)

De acordo com a historiadora Katielly Melo, a questão de cotas deve passar principalmente pelo crivo da história do país. Ela considera que temos sim uma espécie de dívida com os herdeiros da raça africana. “Eles foram marginalizados e temos sim a obrigação moral de retribuir a exploração a eles conferida”, declarou.

Jonathan Gonçalves, estudante de 14 anos, moreno, disse que não concorda muito com o sistema de cotas, mesmo não sabendo como é ao certo, porque acha que todos tem direito de concorrer igualmente a uma vaga de emprego ou na faculdade.

A questão levanta polêmicas e traz a tona um passado sujo e que na verdade o Brasil deseja esquecer. O preconceito para alguns é claro e existe. A preferência pela cor clara também parece prevalecer na maioria das empresas brasileiras seguindo o padrão americano de ser.

Mas como não temos como provar ser negro ou branco, acabamos por achar que esta é mesmo uma questão de auto-declaração.

Na hora de preencher o questionário socioeconômico do Enem, tem-se a caneta na mão e na cabeça um pensamento: ser negro ou branco? Eis a questão!



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